Portugal Towers
Velocidade das redes móveis em Portugal
Relatório semestral de medições da comunidade
2.º semestre de 2026
| Período abrangido | 1 de julho de 2026 a 31 de dezembro de 2026 |
| Estado do apuramento | Provisório, encerra a 31 de dezembro de 2026 |
| Data de emissão | 17 de agosto de 2026 |
| Medições consideradas | 1327 |
| Locais distintos | 196 |
| Operadores abrangidos | MEO, NOS, Vodafone, DIGI |
| Tecnologias | 4G e 5G standalone |
| Unidade territorial | NUTS 3 (CAOP 2025, DGT), agregada em 10 zonas |
Documento gerado automaticamente a partir das medições enviadas pela comunidade Portugal Towers.
Os valores respeitam ao que foi medido nos locais onde houve medições e não constituem avaliação
de cobertura oficial de qualquer operador.
1Sumário executivo
| NOS1.º no índice |
1327medições |
196locais distintos |
3/10zonas com dados |
No período em curso, a NOS apresenta o índice mais elevado
(100.0 pontos em 100), com 123.2 Mbps de download típico e
41.5 Mbps de upload típico, apurados sobre 593 medições
em 89 locais distintos.
O apuramento é provisório e será fixado a 31 de dezembro de 2026. A cobertura da amostra é desigual entre regiões,
pelo que os resultados por zona devem ser lidos em conjunto com o número de locais indicado em cada
tabela. Zonas sem medições ficam expressamente assinaladas.
Classificação nacional
| Pos. | Operador | Índice | Download típico |
Mediana | P90 | Máximo | Upload | Medições | Locais |
| 1 |
NOS |
100.0 |
123.2 |
124.6 |
203.3 |
221.2 |
41.5 |
593 |
89 |
| 2 |
DIGI |
62.6 |
70.0 |
69.6 |
101.1 |
210.6 |
31.6 |
719 |
100 |
| 3 |
MEO |
60.6 |
75.8 |
72.6 |
125.8 |
130.6 |
24.2 |
15 |
7 |
|
Vodafone |
sem medições no período |
Valores em Mbps, exceto o índice (0 a 100). Download típico é o valor após agregação por local
e ajustamento por dimensão de amostra descrito na secção 2. P90 é o percentil 90 das medições individuais.
2Metodologia
O apuramento parte das medições de velocidade enviadas pela aplicação da comunidade, cada uma com posição
GPS, operador (via MCC/MNC da célula servidora), tecnologia, débito descendente e ascendente.
2.1 Agregação por local
Cada medição é atribuída a uma célula de grelha de aproximadamente 450 metros, obtida por
snap das coordenadas a uma grelha de 0,005 graus. Dentro de cada célula e por operador, considera-se
a mediana das medições. Deste modo, um conjunto elevado de medições repetidas no mesmo ponto tem o mesmo peso
que uma única medição nesse ponto, evitando que a distribuição geográfica dos contribuidores determine o
resultado.
2.2 Valor do operador
O valor de cada operador é a mediana das medianas dos seus locais. Recorre-se à mediana, e não à média,
por a distribuição de débitos ser assimétrica: um pequeno número de medições muito elevadas deslocaria a média
sem representar o desempenho corrente.
2.3 Ajustamento por dimensão de amostra
O valor obtido é aproximado da mediana global do recorte em análise por um fator de peso
n / (n + 3), em que n é o número de locais distintos do operador nesse recorte.
Operadores com muitos locais mantêm praticamente o seu valor; operadores com poucos locais são deslocados
para o valor central até existir amostra que sustente a diferença. Nos apuramentos por zona e por região, a
mediana de referência é a do próprio recorte territorial, não a nacional.
2.4 Índice
O índice combina débito descendente (70%) e ascendente (30%), cada um expresso em
proporção do melhor operador do recorte, numa escala de 0 a 100. O operador que lidera ambas as métricas
obtém 100 pontos. O índice é relativo ao período e ao recorte, não constituindo medida absoluta de débito.
2.5 Limiares de publicação
- Classificação nacional: mínimo de 5 locais distintos para atribuição de posição.
- Apuramentos por zona e por região: mínimo de 3 locais distintos.
- Abaixo destes limiares os valores são publicados, mas assinalados como amostra curta e sem posição atribuída.
2.6 Delimitação territorial
Cada medição é atribuída à sua freguesia por interseção geométrica com a Carta Administrativa Oficial de
Portugal (CAOP 2025, Direção-Geral do Território), e daí à respetiva unidade NUTS 3. As 10 zonas
usadas no capítulo 4 agrupam unidades NUTS 3 contíguas, mantendo separadas as duas áreas metropolitanas e
distinguindo litoral de interior.
2.7 Tecnologia
As medições identificadas como 5G correspondem a ligações standalone. Em modo não autónomo (NSA)
o terminal permanece ancorado à célula 4G e reporta-se como tal, pelo que não é contabilizado como 5G.
3Resultados nacionais por tecnologia
3.1 Rede 4G
| Operador | Índice | Download típico | Mediana |
P90 | Upload | Medições | Locais |
| NOS |
100.0 | 123.2 |
124.6 | 203.5 | 41.5 |
588 | 89 |
| DIGI |
62.6 | 70.0 |
69.6 | 101.1 | 31.6 |
719 | 100 |
| MEO |
60.6 | 75.8 |
72.6 | 125.8 | 24.2 |
15 | 7 |
3.2 Rede 5G standalone
| Operador | Índice | Download típico | Mediana |
P90 | Upload | Medições | Locais |
| NOS |
100.0 | 160.2 |
160.2 | 186.7 | 22.7 |
5 | 1 |
A amostra em 5G standalone é ainda reduzida e não permite conclusões de âmbito nacional.
4Resultados por zona e por região NUTS 3
Cada zona apresenta o apuramento agregado e, em seguida, o detalhe por unidade NUTS 3 que a compõe.
O número de locais distintos é o indicador de robustez a considerar em cada linha.
4.1 Grande Lisboa |
1272 medições · 177 locais · 1.º NOS |
| Operador | Índice | Download típico | Mediana |
P90 | Upload | Medições | Locais |
| NOS |
100.0 | 127.1 |
128.5 | 203.6 | 41.9 |
581 |
88 |
| DIGI |
64.4 | 73.2 |
72.8 | 102.8 | 33.6 |
691 |
89 |
Grande Lisboa · 1272 medições, 177 locais
| Operador | Índice | Download típico | Upload |
P90 | Medições | Locais |
| NOS |
100.0 | 127.1 | 41.9 |
203.6 | 581 | 88 |
| DIGI |
64.4 | 73.2 | 33.6 |
102.8 | 691 | 89 |
4.2 Península de Setúbal |
sem medições |
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Península de Setúbal.
4.3 Grande Porto |
sem medições |
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Área Metropolitana do Porto.
4.4 Norte Litoral |
sem medições |
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Alto Minho, Cávado, Ave.
4.5 Norte Interior |
42 medições · 17 locais · 1.º MEO |
| Operador | Índice | Download típico | Mediana |
P90 | Upload | Medições | Locais |
| MEO |
100.0 | 68.0 |
72.6 | 125.8 | 24.2 |
15 |
7 |
| DIGI |
81.4 | 55.2 |
54.5 | 79.1 | 19.8 |
27 |
10 |
Alto Tâmega e Barroso · sem medições
Tâmega e Sousa · 42 medições, 17 locais
| Operador | Índice | Download típico | Upload |
P90 | Medições | Locais |
| MEO |
100.0 | 68.0 | 24.2 |
125.8 | 15 | 7 |
| DIGI |
81.4 | 55.2 | 19.8 |
79.1 | 27 | 10 |
Terras de Trás-os-Montes · sem medições
4.6 Centro Litoral |
13 medições · 2 locais · 1.º DIGI |
| Operador | Índice | Download típico | Mediana |
P90 | Upload | Medições | Locais |
| DIGI |
69.6 | 36.3 |
17.4 | 17.4 | 10.4 |
1 |
1 amostra curta |
| NOS |
100.0 | 48.9 |
67.8 | 166.5 | 17.8 |
12 |
1 amostra curta |
Região de Aveiro · sem medições
Região de Coimbra · sem medições
Região de Leiria · sem medições
Oeste · 13 medições, 2 locais · amostra curta
| Operador | Índice | Download típico | Upload |
P90 | Medições | Locais |
| DIGI |
69.6 | 36.3 | 10.4 |
17.4 | 1 | 1 |
| NOS |
100.0 | 48.9 | 17.8 |
166.5 | 12 | 1 |
4.7 Centro Interior |
sem medições |
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Médio Tejo.
4.8 Alentejo |
sem medições |
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Alentejo Litoral, Lezíria do Tejo, Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo.
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Algarve.
4.10 Regiões Autónomas |
sem medições |
Não foram recebidas medições nesta zona durante o período. Unidades NUTS 3 abrangidas:
Região Autónoma dos Açores, Região Autónoma da Madeira.
5Limitações e leitura dos resultados
- Origem das medições. Os dados são recolhidos por voluntários, com os terminais que
possuem e nos percursos que fazem. A amostra não é probabilística nem representativa da população ou do
território, e a sua densidade varia significativamente entre regiões.
- Fatores que determinam o débito medido. O valor obtido num teste depende da agregação
de portadoras ativa no site servidor, da quantidade de espetro que o operador tem em serviço nessa
localização, da capacidade de transporte (backhaul) da estação, da carga instantânea do setor, das
condições de propagação e das capacidades do próprio terminal. Diferenças entre operadores numa mesma
região refletem esse conjunto de fatores e não apenas a tecnologia instalada.
- Comparabilidade. O índice é relativo ao recorte e ao período. Índices de zonas
diferentes não são diretamente comparáveis entre si, uma vez que cada um é normalizado pelo melhor
operador desse recorte.
- Amostras curtas. As linhas assinaladas como amostra curta são publicadas por
transparência, mas não sustentam ordenação. O ajustamento descrito em 2.3 limita, mas não elimina, o efeito
de amostras reduzidas.
- Cobertura territorial. Zonas sem medições não indicam ausência de serviço, apenas
ausência de contribuições da comunidade no período.
6Síntese e classificação final
Quadros de leitura rápida com o operador melhor classificado em cada âmbito territorial, no período em
curso. O índice é normalizado dentro de cada âmbito, pelo que compara operadores entre si nesse território
e não territórios entre si.
6.1 Nacional, litoral e interior
| Âmbito | 1.º classificado | Índice |
Download típico | 2.º | Índice | Medições | Locais |
| Nacional |
NOS |
100.0 |
123.2 |
DIGI |
62.6 |
1327 | 196 |
| Litoral |
NOS |
100.0 |
123.3 |
DIGI |
65.2 |
1285 | 179 |
| Interior |
MEO |
100.0 |
68.0 |
DIGI |
81.4 |
42 | 17 |
| Regiões Autónomas |
sem medições no período |
A repartição entre litoral e interior é feita ao nível da NUTS 3. Consideram-se litoral as
unidades com frente costeira e as duas áreas metropolitanas; interior as restantes do continente. As regiões
autónomas são apresentadas em separado.
6.2 Por zona
| Zona | 1.º classificado | Índice |
Download típico | 2.º | Medições | Locais |
| Grande Lisboa |
NOS |
100.0 |
127.1 |
DIGI |
1272 | 177 |
| Península de Setúbal |
sem medições no período |
| Grande Porto |
sem medições no período |
| Norte Litoral |
sem medições no período |
| Norte Interior |
MEO |
100.0 |
68.0 |
DIGI |
42 | 17 |
| Centro Litoral |
DIGI amostra curta |
69.6 |
36.3 |
NOS |
13 | 2 |
| Centro Interior |
sem medições no período |
| Alentejo |
sem medições no período |
| Algarve |
sem medições no período |
| Regiões Autónomas |
sem medições no período |
6.3 Por região NUTS 3 com medições
| Região | 1.º classificado | Índice |
Download típico | 2.º | Medições | Locais |
| Grande Lisboa |
NOS |
100.0 |
127.1 |
DIGI |
1272 | 177 |
| Tâmega e Sousa |
MEO |
100.0 |
68.0 |
DIGI |
42 | 17 |
| Oeste |
DIGI amostra curta |
69.6 |
36.3 |
NOS |
13 | 2 |
As restantes unidades NUTS 3 não registaram medições no período e constam do capítulo 4.
7Ficha técnica
| Período | 1 de julho de 2026 a 31 de dezembro de 2026 (2.º semestre de 2026) |
| Estado | Provisório, fixado a 31 de dezembro de 2026 |
| Grelha de agregação | 0,005 graus (aprox. 450 m) |
| Fator de ajustamento | n / (n + 3) locais |
| Pesos do índice | Download 70%, upload 30% |
| Limiar nacional | 5 locais distintos |
| Limiar regional | 3 locais distintos |
| Base territorial | CAOP 2025 (DGT), NUTS 3 |
| Identificação de operador | MCC/MNC da célula servidora (268-06 MEO, 268-03 NOS, 268-01 Vodafone, 268-02 DIGI) |
| Emissão | 17 de agosto de 2026 |
Portugal Towers, portugaltowers.eu. Apuramento automático a partir de medições da comunidade.
Os dados individuais que suportam este relatório estão disponíveis nas interfaces públicas do projeto.